Morra Sem Nada

Pag 34: Nós iríamos até além: o retorno de um investimento financeiro também não precisa ser financeiro.

A ideia mais errada no mundo dos investimentos é que tudo precisa ser otimizado para maximizar o número ao final da equação. Mas porque não otimizar a sensação de segurança, ou quantas vezes revisar uma carteira ao longo do ano?

Ou otimizar para atingir os objetivos de cada um?

Pag 46: Nós convidamos a todos para que revisitem essa frase ao longo do tempo. Colem num post-it e deixem ela ali, a vista…

Derivamos do dinheiro nosso senso de valor próprio. A medida em que evoluímos na vida, associamos remunerações menores a funções menos importantes, e essa vira uma armadilha na qual aprisionamos a nós mesmos.

Receber menos vira sinônimo de menos valor. Que dirá se aposentar… cuidar do jardim não paga salários de 5 ou 6 dígitos.

Mas e a enfermeira que troca curativos? O pessoal da limpeza que mantém a ordem para que tudo funcione? E o trabalho voluntário?

Tente por um momento medir seu valor hoje não pelo salário, mas pelo número de emoções que vive e provoca nos outros através do trabalho, pelas emoções que o dinheiro do trabalho te proporciona na vida pessoal.

Tente talvez fazer uma lista rápida do que vem a mente.

Estamos maximizando dinheiro ou emoções? Temos essa tensão entre ambos sob controle, ou perdemos um pouco a mão ao longo do caminho?

Pag. 57: Nestes 12 anos de estrada, testemunhamos todos poupando para as piores incertezas do futuro e da velhice, mas nunca vimos ninguém colocando na conta que a vitalidade vai se reduzindo – e que isso implica impactos na capacidade de gastar, e gastar com qualidade.

Isso impacta não só as contas que fazemos, mas também a intencionalidade com que usamos nosso dinheiro ao longo destas fases da vida.

Nós pretendemos incorporar isso em nossas discussões de planejamento daqui pra frente.

Pag 61: Essa é uma simplificação mais superficial, que é mais fácil escrita do que vivida obviamente. Mas não deixa de ser uma provocação conceitual bastante válida também.

Ver seguro de longo prazo. Comentar que segue tendo o risco da seguradora, não é tao obvio assim

Pag. 70: “Nunca vai haver dinheiro suficiente para eliminar todos os seus medos”

A frase é do Carl Richards, e cabe aqui como uma luva. Independente de tamanho de patrimônio, o tal do medo é a variável comum a quase todas as histórias que acompanhamos.

Crescer patrimônio também não resolve essa questão – apenas faz florescer novos medos.

Medo do INSS não ser suficiente > medo do investimento cair > medo da inflação corroer o investimento que sobe > medo da moeda desvalorizar e fazer o investimento virar pó  > medo do dólar desvalorizar > medo do papel moeda perder valor > etc…

Definitivamente, a resposta não parece estar em remediar todos os riscos….

Pag. 71: Não é comum de encontrar, mas tem mais gente espalhada pelo mundo que pensa parecido conosco (rs)

Pag. 103: Gastar naquilo que valorizamos é uma das mensagens chave do livro. “Morrer sem nada” está longe de ser um incentivo a gastar desmedidamente.

Pag. 104: O equilíbrio mudar ao longo do tempo é precisamente o que torna o planejamento um processo vivo e recorrente. Nunca vai haver solução definitiva, viveremos num eterno ajuste de velas.

Pag. 144: Sobre a provocação de nossa carta: quantas memórias boas temos de dinheiro isoladamente?

Pag. 148: Nós chamamos isso de “linha de subsistência” no nosso processo, mas é um conceito que poucos usam como “libertador”. Talvez pelo nosso próprio histórico de país de mais risco, tenhamos a necessidade de um nível maior de segurança.

Ainda assim, é interessante relembrar que após cruzarmos a “linha de subsistência”, dinheiro não precisa mais ser o driver principal da decisão de trabalho. É possível trabalhar recebendo menos, mas colocando outras prioridades na agenda.

Pag. 149: Muitos nos perguntam “porquê 3% acima da inflação?” nas projeções que fazemos. Vejam como esse número é recorrente e aparece em livros escritos em outras economias.

Pag. 157: Esta é uma das realizações chave desse livro, mas que talvez leve tempo a assentar. Depois que ganhamos o dinheiro, ele é apenas uma pilha de notas guardada esperando para ser gasta. Não importa mais de onde veio.

Não usá-lo é renegar o próprio esforço do passado de juntá-lo.

Pag. 162: Essa matemática fica realmente mais clara quando começamos a colocar na ponta do lápis o que fazemos e quanto custa – bem como o que gostaríamos de fazer, quanto custa e em que “década” da nossa vida pretendemos tirar cada plano do papel.

Pag. 163: A mudança de modo de pensar é um processo, uma jornada. Queremos com esse livro – e com nossas interações esporádicas – seguir provocando reflexão sobre o tema e amadurecimento de todos em sua relação com dinheiro.

Pag. 164: Este é outro exemplo que vemos com alguma frequência: quando desenhamos a vida apenas ao redor de dinheiro e profissão, depois vira um tremendo desafio ocupar todo esse tempo e espaço com “o que gostamos de fazer?”.

Eis uma ótima perguntar para carregar conosco.